
Vou pela rua.
Sinto o vento roçar suavemente o meu rosto, o cabelo ondula, solto, leve.
É Outono, pela primeira vez na minha vida reparo bem na paisagem que me rodeia.
As folhas caem ao sabor do vento malandro que com elas brinca.
A rua cobre-se de folhas amarelas e laranjas que descansam depois de toda a brincadeira.
Passo e sinto uma estranha vontade de sorrir, de voltar a ser criança.
Passo e sinto uma estranha vontade de sorrir, de voltar a ser criança.
Do um pontapé nas folhas, elas voam e rodopiam pelo ar.
Eu rodopio com elas, sinto-me livre, leve!
Parece que tudo a minha volta se cobre de uma neve amarela, fofa, calorosa.
Os tons acobreados da paisagem enchem de esperança, de vontade de lutar.
Quero fazer um monte de folhas de todas as cores, e deitar-me nelas.
Os tons acobreados da paisagem enchem de esperança, de vontade de lutar.
Quero fazer um monte de folhas de todas as cores, e deitar-me nelas.
Contigo, com ele, com ela. Para todos!
Atirar-me de cabeça a um pedacinho de alegria que se assoma num canto recatado.
Ser outra vez criança.
Dançar de mãos dadas contigo, aqui e agora.
Rodopiar com as folhas, vê-las subir e voar.
Ser livre, sem corpo nem essência.
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