quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Olá estranho!


Olá estranho
Eu sou uma pequena rapariga que tem medo do desconhecido
Mas a tua indiferença atrai-me
O teu olhar revoltado que me impressiona
O teu riso critico que me repugna
O nariz empinado de pessoa superior

Olho para ti estranho
Reconheço esta frieza e esta altivez
"-Olhe-me este...- comenta alguém ao meu lado -... julga-se melhor que nos!"
"- E acredite que lá no fundo o é!" escapa a resposta tão cheia de verdade
Estranho bizarro que me captas o olhar.
Posso te conhecer?
Admito que me cativas!
Como?
Com os defeitos curiosos que espreitam debaixo do indiferença
A concha que se quebra, e revela um estranho igual a mim!
Diferente sim como disse
Grande pequeno velho novo dócil agressivo revoltado resignado opostos que se atraem no teu interior mas melhor que tudo
Que me atraem
Estranho estranho!
A tua estranheza contagiou-me!
Agora eu também sou altiva e esguia fujo do conhecido e abraço o mistério como sal da vida!
Vem estranho vem comigo vem dança vem partilhar vem amar!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Sonho!
















Sonho contigo.


Sonhos que deveriam ser realidade.


Sonhos onde a lua é nossa, onde o céu se submete a nossa vontade e o sol ja não reina mais!


Sonhos alegres e tristes.


Sonhos que me fazem delirar durante a noite e divagar todo o dia.


Sonho com a tua imagem, com o teu ser.


Sonho com a palavra 'Nós' escrita no meu coração e no teu.


Sonho com o que ja se deu, com o que pode vir a dar.


Sonhos mansos, sonhos selvagens!


Hoje sonhei que te tinha! Só para mim, só! Não te quero possuir, quero apenas ser uma parte da tua vida!


Hoje o dia correu apressado, escrevi e sonhei mais uma vez.


Sonhei com a cama onde tu dormes, que simples que é. Mas que poder ela tem.


Sonhei que era uma lágrima e que tu andavas sempre feliz, pois se choraces eu perder-te-ia.


Sonhei com uma noite pequena, insignificante.


Sonhei com a minha noite.
A noite em que te vo enfrentar, olhar-te nos olhos e dizer 'Gosto muito de ti!'
A noite em que te vo abraçar e sentir o calor.
A noite em que tudo irá ser mais e mais significativo!
Uma noite impossivel, para mim, para ti!
Uma noite so minha, em que a luz está em mim, e os teus olhos com ela... em que se diz sim com o coração.





Sonhos e mais sonhos, fantasias aladas que trasem cavaleiros e donzelas a galope no seu lombo!




Cavaleiro meu, cavaleiro encantado!


Não demores, sinto falta do teu calor,


quero ter-te aqui bem ao meu lado.


E provar por fim, deste sonhos o sabor!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Cinderella?



Sera que estava-mos destinados a conhecerm-nos? Assim daquela maneira?


E a morrer na areia? Os gestos insignificantes teriam algum segredo que eu não desvendei a tempo?
Crises de adolescencia!


Quando chegas o chao parece ser de espuma! Vo me afogar e tu vens me salvar?




Cinderella encantada sem vestido nem fada!


E principe? Sera que es tu? Vais me tirar desta vida de borralheira e conduzir-me a tua cama macia?


Vo ficar até a meia noite? Ou fugo muito antes?




Perguntas que me assaltam e paracem ter todas as respostas escondidas no teu olhar meigo, no teu sorriso brilhante!




Quero ser Cinderella ate ao fim... Começou como um conto de fadas! Terminou como um filme de terror? Ou será que ainda não acabou bem!!!


Só de pensar ate tremo, de medo ou de revolta?


Tive-te bem nas minhas mãos e deixei-te escapar! Será mesmo? Ou não cheguei a tempo para te declarar de verdadeiramente meu?




Cinderella a preto e branco! Sem sonhos, sem cantigas, nem sapato de cristal que te faz lembrar-me!


Cinderella abandonada a tua espera, no largo da fonte, a porta do teu castelo e do teu coração. Sem coragem para bater a porta e me anunciar, sem coragem para te enfrentar!


Cinderella, Cinderella! De gata borralheira não passas, nem passaras! A vida te enfrenta de espada e tu so tens um trapo!




Cinderella, sem sonho! Gata sem hambição!








domingo, 6 de janeiro de 2008

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Admirador Secreto


Chega pela noite. De forma calada, de forma discreta. Não tem medo de ficar, nem de te entender. Aquela voz suave como o vento, que acaricia e acalma a fera. Desconheces a sua cara. Amas o seu cheiro, o seu toque. Sonhas acordada com a noite para o sentires na tua pele. Sempre quente, sempre doce, sempre gentil. Como amigo que te embala. Leva-te as paisagens mais paradisíacas. Chega, fica, leva-te com ele, é só quereres.

É só TU queres. Sabes que o sentes. Aquele arrepio maravilhoso nas tuas costas, as borboletas malandras que se escondem na barriga.
Chove esta de noite, ele chora. Não pode vir, ficou preso nos teus medos.

Manda as estrelas por ele, manda-as brilhar e aquecerem-te mesmo á distância.

O nevoeiro acaricia-te quando decides entregar-te a ele. Leva-te até ao desconhecido. Guia-te a um céu infinito, a uma noite cerrada que te assusta.

Mas o medo é bom, é no medo que tu perdes-te o que te falta. Segue-o, amo-o, une-te a ele. Terás de viver toda a sua dor, todo o seu frio. Ele espera por ti, sabe que irás a sua procura. «Confia em ti, como eu confio. Vê, como eu te vejo. Acredita que és mesmo tu, és capaz!» A voz assusta-te ainda mais. Tens medo de te perder. Mas ele não vai deixar! «Luta, meu amor! Antes de te perderes, terás de me perder a mim!»

Será que vais mesmo reagir? Segues a escuridão ao encontro da voz que te espera? Ou voltas para o teu lugar seguro que conheces? Vais perde-lo só por medo de te perderes a ti própria?





Decide!

A tua decisão dirá o dia de amanhã! Dirá se ele vai voltar, ou se vai ficar para sempre preso nos teu medos e no teu egoísmo!