quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008


Como um soldadinho luto para manter o meu castelo de pé.
Mas o vento sopra com muita força.E o meu castelo é feito com cartas.
Luto, tento manter o sorriso de pé e a força nos movimentos.
Mas as pilhas vão se esgotando.
Perco o sorriso e fico parada.
Com olhos vidrados, os membros caídos ao lado do corpo, e uma cara inexpressiva que esconde uma amargura revoltada e um litro de lágrimas sofridas.

E o tempo passa e cai sobre mim como chuva de verão. Lenta, penosa, dorida.
A pequena flor morre alagada no seu canteiro, o único pedaço que restava de cor some-se.
O sonho que outrora fora colorido, escorre pela terra e passa a monocromático.
O soldadinho desiste, da-se por vencido e vê com olhos vidrados e lágrimas sofridas o castelo desabar. Vê os restantes soldadinhos fugirem e rirem.
O punhal doí mais se for espetado por um amigo.
Então este soldadinho aqui se deixa ficar.
Morreu na praia, apunhalado pela sorridente cara que dele troça, regozijando uma vitória que não lhe pertence.
A agua arrasta-o para longe, para o infinito. Mas na memória do tempo ficou o sorriso trocista e a lágrima sofrida!


Com muita dor e verdade
beijos
zynay

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